Por Que Grupos Pequenos?

LM

Por Dr. David Kornfield

Como pastor ou líder você tem tido alguns questionamentos do tipo: Como posso fechar a porta traseira da igreja? Como posso ligar o evangelismo de forma natural com seguimento e assimilação? Como posso ver os membros crescerem em caráter e compromisso? Como posso estimular amadurecimento na igreja? Como posso incentivar os membros a usarem seus dons e desenvolverem novos ministérios? Como posso dinamizar a escola dominical? Como posso ver a igreja funcionando mais como um corpo e menos como uma organização? Como posso atingir as necessidades físicas e sociais das pessoas ao redor da igreja? Como posso ver equipes de ministério se desenvolvendo e multiplicando? Provavelmente algumas dessas perguntas têm tirado seu sono algumas noites

Um segredo para responder a todas estas perguntas são os grupos pequenos! Pequeno é formoso. Porquê? Porque grupos pequenos requerem participação. E o desenvolvimento da pessoa é em proporção direta a sua participação. Pessoas que estão sentadas, recebendo, passivas, não crescem. Precisamos nos arrepender de nossa idolatria de buscarmos grandes números de membros e nossa confiança no impacto do “grande culto”. Qual a porcentagem dos cultos e reuniões de sua igreja que requer que as pessoas fiquem recebendo, sentadas e passivas? Dizem que 20% das pessoas fazem 80% do trabalho. Esses 20% estão carregando os’outros 80%! Como resultado os 20% estão perdidos no ativismo, esgotados e frustrados. Os 80% estão aborrecidos, entediados e críticos. Como mudar o quadro? Grupos pequenos!

Grupos pequenos foi o coração da estratégia de Jesus, quando formou sua equipe de discípulos. Foi a base do crescimento da Igreja dos primeiros três séculos. Foi a base de grandes avivamentos como o de Wesley, na Inglaterra. É a base da maior igreja na terra, para não dizer a base de uma nação (China) ou a base dos que se reúnem sob a liderança de um só pastor (Paul Yonggi Cho na Coréia). Hoje em dia as pessoas de nossa sociedade despersonalizada e massificada têm um clamor em suas almas para encontrarem um lugar em que podem ser aceitas, amadas e ter significado, ou seja, um grupo pequeno saudável. Ao mesmo tempo, a instauração de grupos pequenos não é a receita automática que resolve todos os males do mundo e da igreja. Precisamos reconhecer que bem mais grupos pequenos falham do que têm êxito. Outros que não morrem, deveriam! Permitamme resumir de meu livro Implantando Grupos Familiares (pp. 47-52) oito formas de garantir a falha de grupos pequenos:

1. Falta de visão e participação do pastor.

2. Não iniciar um movimento com um grupo experimental.

3. Falta de supervisão eficaz e treinamento contínuo dos líderes.

4. Falta de relacionamento estreito entre o pastor e os líderes.

5. Falta de um sentido de missão.

6. Pessoas super carentes podem destruir um grupo.

7. Falta do desenvolvimento de novas estruturas.

8. Má seleção dos líderes.

Estas faltas não se superam facilmente, rápida e nem definitivamente. Precisam de esforço, compromisso, treinamento e perseverança. Precisam de pastores que superam o imediatismo e ativismo para discipular e treinar pessoas que valerão a pena reproduzir! Isso não se consegue simplesmente com o pastor decidindo que agora vai se entregar a isso, tampouco após a leitura de um bom livro e a decisão de aplicálo à sua situação. Para o pastor ter sucesso, é de vital importância que ele preencha três qualidades:

1. Ser discipulado, como Jesus discipulou os doze por meio de uma relação comprometida e pessoal. Como o pastor vai discipular outros para serem líderes se nunca foi discipulado dessa forma?

2. Participar de um grupo, com outros pastores, onde ele experimenta como um grupo saudável funciona e, junto com sua esposa, é abençoado, edificado e nutrido; e,

3. Ser treinado, recebendo ferramentas e materiais que o permitirão treinar outros líderes da mesma forma.

EDUARDO ALCÂNTARA
Assessoria dos Lares Missionários

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